Desde os meus quinze anos, eu havia começado a praticar a meditação. Inicialmente, apenas como uma curiosidade púbere, que depois converteu-se numa verdadeira fonte de soluções e para uma infinidade de problemas que a vida já havia me colocado desde aquele instante da minha vida. Não obstante, com o tempo, e com a possibilidade de se enxergar os efeitos desse procedimento em minha personalidade e conduta, e todos os seus benefícios, tive de reiterar a importância pedagógica desse hábito interior no tocante à vida.
E um dos principais que eu tenho notado nessa fase da minha vida, é o tipo de personalidade que a meditação tem desenvolvido em minha alma: uma personalidade que aceita e que não busca nenhuma plenitude, exceto dentro de si-mesma; e que, é claro, desiste de bom grado de toda a imperfeição, falibilidade e impureza do mundo material. E já pararam para pensar no que isso nos beneficia? Pois então, isso condiciona a personalidade da pessoa a conformar-se exclusivamente com sua plenitude espiritual (cultivada durante a prática regular da meditação), enquanto o resto do mundo "pode pegar fogo à vontade". Imaginem os benefícios que uma pessoa jovem pode extrair dessa prática regular, se cultivada desde sua puberdade. Ela terá acesso direto a um meio para desenvolver conformidade com seu próprio espírito, enquanto do mundo, nada espera.
Um outro benefício fundamental da prática regular da meditação, é o seu efeito profundamente catártico: na medida em que a praticamos, ela lançará para a nossa consciência, toda sorte de estado interior reprimido e que esteja perturbando nossa sanidade mental para que possamos finalmente elaborá-lo verbalmente, e por fim, gozarmos do alívio e da cura. Fora o fato de que, a alma parece recuperar-se mais rapidamente de traumas, de estresse emocionais e de efeitos de emoções negativas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário