Para todo mundo que se interesse por psicologia e assuntos espirituais, a ideia da catarsis já é - ao menos em tese - um lugar-comum. Os que conhece o fenômeno de purificação da alma dos seus fatores mais incômodos, sabe perfeitamente que, ele é da mais suma importância para nossa saúde mental. Não obstante, boa parte de nós, geralmente emprega o método mais convencionalmente conhecido no mundo ocidental, que é o emprego das palavras sobretudo como meio para se dissolver, expurgar e desintegrar estados interiores antissociais, estressantes e emoções negativas. Com o decurso das minhas pesquisas, pude perceber que, a prática de analogias de cunho literário e biográfico, parecia revelar-se bastante útil no processo, sobretudo quando não soubéssemos como começar, como ter uma intuição inicial da qual se partir, ou, quando estivéssemos precisando lançar um pouco de luz, em alguma faceta da nossa vida, e da nossa alma, através do emprego de um símbolo exterior (a imagem do enredo da obra literária, ou da biografia que estás a ler), que nos exerça a função de superfície de contraste.
Não obstante, um outro mecanismo que tem se revelado para lá de eficaz nesse processo, tem sido a prática regular da meditação (no mínimo uns 15 minutos ao dia, podendo estender-se na medida em que você sinta necessidade de se obter alívio para suas agruras subjetivas). No caso dela, nem preciso buscar, nem preciso escrever para que os conteúdos psicológicos que eu tenha que expurgar venham automaticamente na minha mente, bastando apenas verbalizá-los em seguida, na medida que se manifestem na minha alma. Afora também o fato de que, muitos dos conteúdos subentendidos, profundamente associados aos objetos mentais mais aparentes que se manifestam durante nossas crises, parecem vir mais facilmente à tona na medida em que meditamos (fenômeno esse que me parece ser causado por causa do poder penetrador da percepção, ocasionado pelo emprego regular da atenção durante a prática meditativa). Outra vantagem da meditação, é que ela dispensa - ao menos em tese - o emprego de palavras, já que seu mecanismo em si-mesmo te coloca numa instância subjetiva, onde seus fenômenos possam ser observados pelo esforço reiterado de atenção em algum ponto exterior (o que pode ser também a respiração, batimentos cardíacos e etc.) na medida que contempla a raíz dos seus próprios objetos mentais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário