Quando fazemos analogias, acabamos empregando nossa sensibilidade para apreensão de um "acontecimento" diante de nós. Esse mesmo acontecimento, pode ser imaginário (mas quase sempre obedecendo ao modo como essa possibilidade se sucederia dentro dos limites e possibilidades da estrutura-da-realidade) tratando-se de fontes ficcionais (romances e etc.), ou factuais, tratando-se de de acontecimentos reais (como os das biografias e historiografias). Mas que, de qualquer forma, constitui-se uma imagem "exterior" que, para se apreendê-la efetivamente, temos de empregar os mesmos recursos dos quais nos utilizaríamos para se apreender "imagens" exteriores e interiores, de acontecimentos "reais" (isto é, de acontecimentos que nos chegam ao alcance em nossa experiência quotidiana). O que, por sua vez, converte-se num poderoso aliado no desenvolvimento da nossa sensibilidade, e da nossa capacidade cognitiva para se tomar notícia dos mais diversos tipos de acontecimentos (sejam eles interiores e exteriores), junto com suas possibilidades de constituições mais diversas.
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